Naufrágio

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Eu era o barco, tu a tempestade. Naveguei nos teus tormentos com coragem. A cada Adamastor vencido outro se levantava, e eu persistia, imperturbável. Presa ao leme por uma vontade maior que a maior das ondas, rasgava os teus ventos. Não havia abertas em ti.  Perdi-me no teu nevoeiro. Fiz da tua chuva as minhas lágrimas. Habituei-me a este tumulto. Fiz-me tempestade.

Naufraguei. Despertei em terra firme. Aqui o mar é calmo, o sol brilha, a brisa é suave. Mas, que faz um barco numa praia?

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