génesis

Ando sem paciência. O mundo está de pernas para o ar. As pessoas estão parvas. A obsessão pelo politicamente correcto trouxe-nos a tempos mais negros que a época medieval. Perdeu-se o pêndulo, o bom senso. Tudo é extremismo nos dias de hoje. Feminismo, religião, futebol, política, direito dos homossexuais, dos transsexuais, e de todas as outras siglas que não sei o significado. Direitos dos animais, dos vegetais, dos que querem só porque querem e dos que não querem apenas porque não querem. As intolerâncias florescem em toda a parte, aos emigrantes, aos crentes, à lactose, aos ovos, glúten. Por outro lado é aceitável mentir nas mais altas instâncias políticas. O roubo e a corrupção são admissíveis, porque os outros, sejam lá quem for, também roubaram. O Estado mingou o conceito de povo para uns quanto pseudo-iluminados que vagueiam nos corredores dos parlamentos e se acham no direito de decidir sobre a esfera privada das pessoas. Estamos reduzidos a uma sociedade de valores podres, onde o humanismo é um conceito perdido no inatingível centro de um labirinto interminável. Esta, meus senhores, é a sociedade que atingimos 3 séculos depois do Iluminismo.

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Folheio o Génesis de Sebastião Salgado enquanto estes pensamentos ocupam a minha mente. Talvez o segredo seja a regressão. Voltar atrás. Regressar ao mais simples, ao natural. Centrar-nos em simplesmente existir, em vez de exigir.

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