play me…

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Anos 90. Uma garagem escura. No ar paira um cheiro pestilento a tabaco, erva e cerveja. As paredes, sujas e rachadas, decoradas com um único poster preto com o número 1979, tinham acabado de testemunhar duas horas de grunge, Seattle style. Amplificadores no máximo, várias cordas de guitarra partidas. Ele chama-a, estão sozinhos. Sem largar a Fender, beija-a ao de leve e toca para ela: “Sheets of empty canvas, untouched sheets of clay, Were laid spread out before me as her body once did (…) know someday you’ll have a beautiful life, I know you’ll be a star In somebody else’s sky, but why? Why? why? Can’t it be, can’t it be mine We, we, we, we, we belong together! Together!”

 Apesar do pardieiro escuro e mal cheiroso, da música triste e premonitória, esta é, para ela, das melhores definições de felicidade.

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